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“Margarida Drumond: 40 anos, escrevendo pra você”

“Margarida Drumond: 40 anos, escrevendo pra você” 

Nesta celebração, convido você para estar comigo, 
neste  21 de junho, na "33ª Feira de Livro de Brasília", no Pátio Brasil Shopping, 

Lançamento 

Da página ao palco: estudo e transposição de linguagem de O espelho de Machado de Assis, 

Às 15 horas, no Espaço Lançódromo

Palestra 

Às 16 horas, no Café Tropicália, palestra em
 "Homenagem aos 40 anos de atividades literárias"

Com amizade, o meu abraço.

“Margarida Drumond: 40 anos, escrevendo pra você”  

    LANÇAMENTO:
  
Da página ao palco: 
estudo e transposição de linguagem de O espelho, de Machado de Assis

A escritora, professora e jornalista Margarida Drumond de Assis faz Lançamento de livro e Palestra, na 33ª Feira do Livro de Brasília, neste 21 de junho.

Lançamento, às 15 horas, do ensaio:
Da página ao palco: 
estudo e transposição de linguagem de O espelho, de Machado de Assis

Também disponíveis para autógrafos, no momento, os demais livros que formam a “Coléção Margarida Drumond de Assis”.

Após o lançamento, Palestra, às 16 horas:
“Homemagem aos 40 anos de atividades literárias”

Margarida Drumond versará sobre sua produção que inclui 16 livros, entre romances, poesias, crônicas e outros gêneros da Literatura.

 
Em DA PÁGINA AO PALCO: estudo e transposição de linguagem de O espelho, de Machado de Assis - Distribuidora Loyola, São Paulo/SP, 108 págs. - Margarida Drumond de Assis apresenta o processo, em si, de transposição para a Cena, detalhando os passos para o alcance da produção dramatúrgica do conto machadiano, O espelho: esboço de uma teoria da alma humana. 

A obra possibilita maior conhecimento aos que vivem no fazer teatral ou àqueles que nele desejam adentrar.  Autora de peças que já ganharam o palco, notadamente de seus próprios livros, Margarida  mostra “um espaço concreto, no qual o ator tornará possível a trama de que participa, contando-a. Ao ator conjugam-se elementos que contribuem no êxito da transposição de linguagem (...), elementos visuais e auditivos, com atenção para uma mais harmoniosa utilização dos recursos” – frisou o jornalista e poeta de Brasília, Ildefonso de Sambaíba. 

Coleção Margarida Drumond de Assis - Um conflito no amor; Aconteceu no cárcere; Tempo de saudade; No acerto dos bondes – romances; Busca de você; Além dos versos; De novo o amor – poesias; Não dá pra esquecer; Isso, aquilo e mais um pouco – crônicas;  Padre Antônio de Urucânia, a sua bênção; Dom Luciano, especial dom de Deus; Dom Lara: vida de amor, testemunho de caridade; Pegadas no tempo - biografias; Preito a José de Alencar; Da página ao palco: estudo e transposição de linguagem de O espelho, de Machado de Assis - ensaio; Aconteceu no cárcere – roteiro cinematográfico – roteiro 

PRÓXIMO LANÇAMENTO: Doce complicação  –  romance

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SERVIÇO:

Lançamento        Da página ao palco:  estudo e transposição   de   
                                 linguagem de O espelho, de Machado de Assis 

                                      DATA:    21 jun. 2017, 15 horas
                                      LOCAL:  Espaço Lançódromo - 33ª Feira do Livro de Brasília
        Pátio Brasil Shopping – W3 Sul, Brasília/DF

       VALOR: R$ 25,00
                 

Palestra de Margarida Drumond de Assis
 “Homemagem aos 40 anos de atividades literárias”

DATA:  21 jun. 2017, às 16 horas 
LOCAL:  Café Tropicália - 33ª Feira do Livro de Brasília
                 Pátio Brasil Shopping – W3 Sul, Brasília/DF
                     
Contatos: Tel.: (61) 9252-5916 (Claro); 8122-9005 (Tim) 
margaridadrumond@gmail.com  www.margaridadrumond.vai.la  
http://margaridadrumond.blogspot.com.br


Livro em Novela - Aconteceu no Cárcere - 18/03/2016

Aconteceu no cárcere - Página 83


Capítulo XIII



De como dona Elisa toma conhecimento de Marguerite, de Alexandre Dumas,
e Paula vai trabalhar na ala de obstetrícia


No final do expediente daquele dia, Paula só tinha uma coisa em mente: correr à pensão, vestir-se adequadamente e apresentar-se no hospital para a inscrição que encerraria às 17 horas.

Momentos depois.

– Pois não, senhorita, o que deseja?

Feitas as apresentações necessárias, preenchidos os papéis, anexados os xerox da documentação solicitada, restava aguardar.

Na noite daquele dia, cansada como estava, Paula não pensava em outra coisa a não ser dormir; dormir e esquecer seu estado emocional.

Todas as recordações que chegaram em suas divagações noturnas haviam provocado um desgaste tremendo, era mister um repouso.

Chegando à pensão, não fez outra coisa senão ir direto para o banho e depois dormir, não sem antes dar atenção à dona Elisa que sempre perguntava se ela desejava algo especial naquela noite.

– Agradeço muito o carinho e atenção da senhora, dona Elisa, mas hoje eu só quero dormir.

Paula notara que dona Elisa fazia alusão à luz acesa durante horas da noite anterior, mas, respeitosa como era, preferia que sua hóspede falasse a respeito, por isso resolveu explicar.

– Vou dormir neste instante. A noite passada terminei mesmo de ler o livro que eu pegara emprestado na Biblioteca Pública. – Percebendo que a sua ouvinte ainda não se dava por satisfeita, acrescentou: – Sabe, é um romance famoso de Alexandre Dumas Filho, A Dama das Camélias. É uma história linda que me tomou horas de sono, mas valeu a pena. Uma ...


Amanhã tem mais! volte!

Livro em Novela - Aconteceu no Cárcere - 17/03/2016

Página 82 - Margarida Drumond de Assis


Um último olhar, um terno e firme olhar que traduzia as muitas coisas que ainda estavam por serem ditas.

O alvorecer começava a se anunciar quando Paula percebeu que, naquelas recordações todas, se esquecera de que às oito horas deveria estar de pé para trabalhar; reconheceu também que, cansada por uma noite não dormida, estaria com uma aparência pouco recomendável para apresentar-se no "Santa Clara", e não era isto o que queria. Tratou de acertar o despertador e procurou se acomodar. Já passava, então das quatro horas da manhã.



Amanhã tem mais!!!!

Livro em Novela - Aconteceu no Cárcere - 16/03/2016

Aconteceu no cárcere - Página 81


– Que bobagem. E eu pensei que viera só para falar comigo.
– Ora, Inácio, impossível dizer a eles que a visita era especificamente a você. Mas é claro que vim só por você, meu amor. Responda-me: a visita só acontece uma vez por mês e ninguém vem?

– Minha última visita foi há uns seis meses. Mamãe apareceu e disse da contratação de um novo advogado que prometeu vir falar comigo no mês seguinte, contudo, não tive mais notícias. Nem da mamãe, nem do tal advogado.

– Que estranho. Por que não me falou sobre isso antes?

– Falar como, se não conseguimos ficar a sós nesta droga de prisão.

Quando passei a trabalhar no "Santa Clara" pensei que você fosse aparecer, que fosse inventar um motivo... ora, você sabe o que quero dizer.

– Então não sabe que nossos horários raramente coincidem? Tentei algumas vezes, mas em vão. Certo dia me fazia passar por uma cliente sua, mas antes de ser atendida pelo conceituado doutor Inácio, veio uma emergência e você foi ajudar um bebê chegar ao mundo o que é a comprovação de que o médico de hoje ainda é o mesmo que atendia na Pró-Matre, em Vitória. Lembra-se desse dia?

Ouvir tudo aquilo trouxe grandes recordações a Inácio que, embargado pela vontade de chorar, não conseguia prosseguir a conversa conforme desejava.

– Paula, minha querida, então você... então você... você não se esqueceu daquelas coisas... você...

– Eu amo você, lembre-se sempre. É por isso que estou aqui.

Paula percebe que há um movimento em todas as cadeiras, as pessoas se despediam. Era chegada a hora de sair.

– Amor, quem é o advogado a que sua mãe se referiu?

– Não guardei bem, mas algo como Charles... Charles... Charles Frederico. Meu Deus, não lembro o nome todo.

– Esforce-se, lembre-se amor.

– Não sei mesmo. Procure minha mãe, Fernanda de Souza, à Rua das Orquídeas, número 10 do...

– O tempo acabou senhorita. – Dirigindo-se para Inácio: – você tem que ir para a cela.


Até amanhã... tem mais sim!!! compartilhe!

Livro em Novela - Aconteceu no Cárcere - 15/03/2016

Página 80 - Margarida Drumond de Assis


– A enfermeira há de convir que não é uma atitude normal. Eu só receava pelo que pode advir daí. Devemos sempre manter uma certa distância dos internos, há perigo por todos os lados.
– Tomarei cuidado.

Senhor de sua função, acrescentou:
– Aconselho que restrinja a visita somente à Ala F onde estão os presos de regime semiaberto.

E Paula, entre temerosa de ser vigiada, durante a visita, e maravilhada pela perspectiva de ver Inácio, agradecera aos céus por ter conseguido seu intento.

Caminhando lentamente por entre as alas que precediam a de letra F, a jovem foi reparando que muitos presos já mantinham animada conversa com os visitantes. Fora de suas celas, num grande espaço de corredor, bem mais para o fundo, havia um balcão comprido com várias divisões e aí cada detento passava, por debaixo do vidro, as mãos que em seus muitos movimentos no encontro com as do parente ali detido, davam a entender que uma angústia tremenda reinava no ar: em cada semblante, Paula observava um desejo, ora fraternal, ora de amante, ora paternal. A divisória do vidro
afastava uma chance de aproximação mais tranquila.

Alguns minutos, e Paula estava na Ala F mas, de longe, viu que não havia ninguém no espaço do visitante. Cumprimentando com o olhar os vários presos, parou, de repente, ante aquela alta cadeira vazia. Reparou nos curiosos olhos do policial que estava de vigia e se aproximou para cumprimentar o preso que, do outro lado, trazia a cabeça abaixada. 

Com algum vagar, Paula foi se acomodando enquanto reparava no prisioneiro que, ao perceber o barulho da cadeira, ergueu a cabeça.

Descrever o que aconteceu no coração de Inácio naquele momento, quando viu a enfermeira à sua frente, não é das coisas mais simples, melhor que ouçamos a conversa de ambos.

– Você! Paula, como conseguiu entrar aqui hoje? Você...

– Está sozinho, amor, ninguém vem vê-lo? Os seus pais, seu advogado?

– Diga-me, primeiro, como fez para vir.

– Não vim para vê-lo, ou melhor, vim, mas tive de inventar toda uma estória de solidariedade de uma enfermeira para com os seus pacientes.

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