Aconteceu no cárcere - Página 83
Capítulo XIII
De como dona Elisa toma conhecimento de Marguerite, de Alexandre Dumas,
e Paula vai trabalhar na ala de obstetrícia
No final do expediente daquele dia, Paula só tinha uma coisa em mente: correr à pensão, vestir-se adequadamente e apresentar-se no hospital para a inscrição que encerraria às 17 horas.
Momentos depois.
– Pois não, senhorita, o que deseja?
Feitas as apresentações necessárias, preenchidos os papéis, anexados os xerox da documentação solicitada, restava aguardar.
Na noite daquele dia, cansada como estava, Paula não pensava em outra coisa a não ser dormir; dormir e esquecer seu estado emocional.
Todas as recordações que chegaram em suas divagações noturnas haviam provocado um desgaste tremendo, era mister um repouso.
Chegando à pensão, não fez outra coisa senão ir direto para o banho e depois dormir, não sem antes dar atenção à dona Elisa que sempre perguntava se ela desejava algo especial naquela noite.
– Agradeço muito o carinho e atenção da senhora, dona Elisa, mas hoje eu só quero dormir.
Paula notara que dona Elisa fazia alusão à luz acesa durante horas da noite anterior, mas, respeitosa como era, preferia que sua hóspede falasse a respeito, por isso resolveu explicar.
– Vou dormir neste instante. A noite passada terminei mesmo de ler o livro que eu pegara emprestado na Biblioteca Pública. – Percebendo que a sua ouvinte ainda não se dava por satisfeita, acrescentou: – Sabe, é um romance famoso de Alexandre Dumas Filho, A Dama das Camélias. É uma história linda que me tomou horas de sono, mas valeu a pena. Uma ...
Amanhã tem mais! volte!
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