Aconteceu no cárcere - Página 59
... ocorreu que era hora de voltar a trabalhar e era um tal de ver jornal que acabou arrumando um serviço.
– Mas para que lugar foi? Você disse que ela viajou.
– Um serviço como enfermeira na cidade de Pitamba, lá entre as montanhas de Minas. Desculpe-me, falemos de outra coisa, agora.
Patrícia que trazia em mente um plano ardiloso para começar a acusar Paula, teve que se conter diante do desvio que ele apresentou.
Tudo bem, Gil – posso lhe chamar assim, como nos velhos tempos?
– Levantando-se, vai até a poltrona maior para o lado de Gilberto e, vendo que ele nada dissera, continua – Gil, porque ficar enfurnado aqui numa noite tão bonita? Saiamos um pouco juntos... vamos conversar.
Subitamente Gilberto se dá conta da situação e diz:
– Patrícia, pare com isso, não vamos recomeçar! Você sabe que gosto de Paula... ademais, não quero nada que venha complicar minha vida.
Deixando de lado todo o tato que vinha simulando, Patrícia dispara:
– Vamos abrir o jogo, ô Gilberto. É óbvio que Paula ainda sonha com o bobo daquele moço, o tal Inácio, e você... você...
– Você acusa fácil as pessoas, tira as suas deduções e age como se todo mundo não significasse coisa alguma. Quer sempre todas as atenções, Pat, nada mudou em você. – Aquelas palavras saem sibilantes, cheias de raiva. – Agora, se me dá licença, eu tenho mesmo que sair, mas é sozinho.
– Você, no conceito das pessoas, é de alguém atencioso e educado, mas vejo que o Gil que conheci não existe mais.
– Exato, Pat, aquele Gil não existe mais, pelo menos para você, e procure não voltar... – ressalta reticente, acrescentando: – sei que, às vezes, finge ser amiga de Paula e vem aqui, mas se ela a recebe é porque é muito educada.
O desfecho nada agradável deixa Patrícia muito frustrada, e a sua ira é aparente.
– Isto não ficará assim, você ainda me paga! – Dito isto, Patrícia girou nos calcanhares e retirou-se.
... ocorreu que era hora de voltar a trabalhar e era um tal de ver jornal que acabou arrumando um serviço.
– Mas para que lugar foi? Você disse que ela viajou.
– Um serviço como enfermeira na cidade de Pitamba, lá entre as montanhas de Minas. Desculpe-me, falemos de outra coisa, agora.
Patrícia que trazia em mente um plano ardiloso para começar a acusar Paula, teve que se conter diante do desvio que ele apresentou.
Tudo bem, Gil – posso lhe chamar assim, como nos velhos tempos?
– Levantando-se, vai até a poltrona maior para o lado de Gilberto e, vendo que ele nada dissera, continua – Gil, porque ficar enfurnado aqui numa noite tão bonita? Saiamos um pouco juntos... vamos conversar.
Subitamente Gilberto se dá conta da situação e diz:
– Patrícia, pare com isso, não vamos recomeçar! Você sabe que gosto de Paula... ademais, não quero nada que venha complicar minha vida.
Deixando de lado todo o tato que vinha simulando, Patrícia dispara:
– Vamos abrir o jogo, ô Gilberto. É óbvio que Paula ainda sonha com o bobo daquele moço, o tal Inácio, e você... você...
– Você acusa fácil as pessoas, tira as suas deduções e age como se todo mundo não significasse coisa alguma. Quer sempre todas as atenções, Pat, nada mudou em você. – Aquelas palavras saem sibilantes, cheias de raiva. – Agora, se me dá licença, eu tenho mesmo que sair, mas é sozinho.
– Você, no conceito das pessoas, é de alguém atencioso e educado, mas vejo que o Gil que conheci não existe mais.
– Exato, Pat, aquele Gil não existe mais, pelo menos para você, e procure não voltar... – ressalta reticente, acrescentando: – sei que, às vezes, finge ser amiga de Paula e vem aqui, mas se ela a recebe é porque é muito educada.
O desfecho nada agradável deixa Patrícia muito frustrada, e a sua ira é aparente.
– Isto não ficará assim, você ainda me paga! – Dito isto, Patrícia girou nos calcanhares e retirou-se.
Amanhã tem mais desse lindo romance, chame seus amigos e amigas para ter com quem compartilhar.
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