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O livro em Novela - Aconteceu no Cárcere 21/01/2016

Aconteceu no cárcere - Página 35


– Okay, okay, não digo mais nada, princesinha, tem razão. Este lugar é muito bonito e essencialmente gostoso para se estar com alguém como você.

– Você é um amor.

Cada um levando sua cesta, corriam de mãos dadas para o recanto preferido de onde, para felicidade de Paula, poderia avistar Inácio, se ele aparecesse, pois alimentava esperanças de que ele iria procurá-la ali mesmo.


Enquanto isso, à noite, em São Gonçalo, um carro patrulha cerceia a paraça principal onde estão formados vários grupos de jovens que conversam calorosamente enquanto outros preferem se deter no mirar as graciosas moças que passam para lá e para cá, num mesmo percurso, como os peixes num pequeno aquário.

– Espera aí, sargento, tem novidade hoje. Aquele loirão alto é novo por aqui e não está me parecendo boa paraça não, tem uma cara muito esquisita. Precisamos observá-lo melhor nos próximos dias.

– É, tem toda razão, Luiz, quem sabe seja a pessoa que estamos procurando.

– Sargento, vamos passar na Rua México, a coisa lá anda meio quente ultimamente, creio que pode até haver muamba envolvida.

– É justamente do que estava falando, precisamos achar urgentemente o traficante que vem com a encomenda para cá. Assim que vi o loirão na praça, pensei na possibilidade de ele ser o nosso homem.

– Deus meu, fazer patrulha numa noite fria como esta não é brincadeira – diz o soldado Peterson que até então estivera calado, e acrescenta: – nestas horas o que eu preferia mesmo é fazer parte dos serviços burocráticos da prisão, nada mais.

O sargento Odair, muito surpreso, argumenta:

– Mas vejam só quem fala. Ora, Peterson, logo você a quem todos elogiam por suas rondas tão perfeitas, cheias de novidades!

– Um tira que teve o privilégio de ser o autor da prisão de Inácio que, hoje, seguramente está maldizendo aquele dia fatídico – disse o outro soldado, com ênfase.

Amanhã tem mais!!!

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