Página 78 - Margarida Drumond de Assis
Capítulo XII
O "Santa Clara"– garantia de permanência na cidade de Pitamba
Deixemos Dourado um pouco de lado, agora mais calma quando fora preso o traficante Lalado, aliás, a notícia de sua prisão saiu com estardalhaço no jornal da cidade, e vejamos os nossos amigos Paula e Inácio que certamente já devem ter mantido algum contato na Penitenciária de Pitamba.
– Olha aqui enfermeira, você sabia que o Inácio tem atendido a uma média de trinta pacientes por dia no "Santa Clara"?
– Isso tudo, Julião! Imagino, então, que deve estar chegando aqui na maior canseira. Atender a mulheres grávidas dá muito trabalho, e minucioso como é para fazer os exames ele...
– Ora, Paula, diga-me uma coisa. Como sabe dessas particularidades?
Será que a colega está escondendo algo da gente?
Paula se sente encurralada e tentava encontrar rápido uma resposta, quando entra, esbaforido, o doutor Lucas.
– Que bom vê-la aqui, enfermeira, tenho uma coisa para lhe dizer.
Aliviada, a jovem se refaz da confusão em que se metera e pergunta, curiosa.
– O que é doutor? Estou aflita querendo saber do que se trata.
– Bem, eu sei que você só ficará mais uma semana conosco e já ia me entristecendo porque vi quanto desempenha com eficácia o seu trabalho.
– O senhor está me enrolando, fale logo doutor.
– O Hospital Santa Clara poderia admiti-la. Ah! sabia que eles abriram inscrição?
O rosto bonito de Paula tornou-se radiante e seus olhos espertos refletiram alegria e esperança. Muitas vezes se detivera pensando em como
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