Página 72 - Margarida Drumond de Assis
Capítulo XI
A polícia interpela jovem solitária nas ruas da cidade e apreende rapazes que
acabam a noite no corró
Quando Patrícia chegou à rua e ia atravessando a praça para tomar a direção de sua casa, já não havia praticamente ninguém ali, esse o motivo pelo qual parou um pouco num banco do jardim. Admiradora da noite, a jovem se deteve momentaneamente num banco, pensativa.
– O que está acontecendo senhorita, algum problema? – A voz provinha de um soldado que fazia patrulha pelo centro, o soldado Peterson que, tão logo falou, viu levantar-se diante de si, um rosto que ele sabia já ter visto alguma vez, só que não se lembrava em que circunstância.
A jovem notando o embaraço do policial procura ganhar tempo.
– Não é nada, não, senhor, eu só estava espairecendo. Tenho andado cansada, tensa.
– Percebe-se, pela fisionomia da senhorita... – Patrícia! – esclarece a jovem – pois bem, percebe-se um cansaço em seu rosto, senhorita Patrícia.
Quer que a levemos para casa?
O guardião noturno diz a última frase, virando-se para o colega que acabava de dar uma volta pelo jardim.
– Essa senhorita precisa de ajuda? – indaga o outro de uma vez.
– Agradeço muito, mas posso seguir sozinha. Está tudo bem.
Enquanto encerravam aquele diálogo, um grupo de motoqueiros passa em disparada, e Peterson é o primeiro a avistar o mesmo rapaz louro de quem suspeitara em outra ocasião.
– Esses rapazes não perdem por esperar. – O soldado permanece sério e pensativo por uns poucos segundos, tempo suficiente para que o companheiro notasse.
– Rápido, vamos até a viatura.
Continua amanhã! ..... sim amanhã tem mais!
Nenhum comentário:
Postar um comentário