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Livro em Novela - Aconteceu no Cárcere - 12/02/2016

Aconteceu no cárcere - Página 57

Capítulo VII

Desolado, Gilberto não compreende as atitudes da amada e põe
Patrícia a ver navios


Na calma da noite posterior à viagem de Paula, Gilberto estava entregue aos seus pensamentos fazendo o maior esforço na busca de entender o que se passava. Rapaz jovem, boa formação moral, sempre amigo de todos, ele não concebia nenhuma justificativa para si, que permitisse o afastamento
de sua garota. Por que teria aquela jovem tão cheia de vida, tão bonita e meiga, preferido ir trabalhar, em uma penitenciária, a ficar no aconchego do lar, junto dele que a amava tanto? Muito tempo transcorrera desde a morte do senhor Alfredo, portanto, há muito não sabia de nenhum contato dela com o rapaz acusado; afinal, encontrava-se preso e ninguém soubera para onde ele fora transferido depois de sair da cadeia de Dourado.

O primeiro ímpeto foi crer que Paula tivesse esperanças de reencontrar o tal rapaz, mesmo que tivesse, para isso, de se sacrificar lidando com pessoas doentes. A ideia, porém, não ficou muito tempo pois Gilberto preferiu acreditar que a atitude de Paula se devesse mais ao desejo de voltar à ativa e que, uma vez passada aquela emergência, tê-la-ia de novo ao seu lado. Bem que foi imenso o desejo de impedir que ela partisse, mas ele sabia de como era determinada e detestava cenas de ciúmes. Não! O melhor foi mesmo haver concordado, agira certo. Ela voltaria.

Um toque de campainha vem tirar Gilberto daquelas turvas reflexões e, como que protestando contra uma visita numa hora tão sua, chegou a pensar naquilo como uma intromissão. Outro toque e só então percebe a realidade. Educado, atende.

– Puxa, pensei até que não houvesse ninguém em casa, mas depois resolvi tentar de novo e esperar. 
– Patrícia fala lenta e suavemente, sem . . .



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