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Livro em Novela - Aconteceu no Cárcere - 10/02/2016

Aconteceu no cárcere - Página 55


Um barulho de passos no corredor da enfermaria e três pessoas entram.
Inácio quer reagir, quer indagar, mas toda aquela situação é pesada demais.
Dois médicos acabavam de chegar, ele não os conhecia, mas a mulher... não podia ser... aquela era Paula.

– Este é Inácio, ou melhor, doutor Inácio. É um dos nossos presos, mas foi ele quem segurou a barra ao lado do doutor Lucas que ontem acabou doente também. – O diretor já vai perguntar pelo Julião, quando percebe que Inácio não tira os olhos da moça enfermeira. – Vocês se conhecem? Por que se olham desta maneira?

Trêmulo, com alguma demora, é o próprio Inácio quem responde, pois a jovem estava ainda em pior estado emocional que ele.

– Não, não a conheço, não senhor... só estou preocupado pensando na coragem dela de vir trabalhar num lugar onde havia tantos doentes contaminados por meningite.

– De fato não nos conhecemos – concorda sem desviar os olhos de Inácio.
– Mas o senhor não se preocupe. Quando fui contratada explicaram-me de que se tratava, da dificuldade em conseguir enfermeiros para cá. Estou pronta.

O diretor finalmente profere.
– Onde está Julião?
– Acabei de medicá-lo, senhor. Ele está febril.
– É isso, doutores – diz o senhor Pedro, virando-se para os novos médicos – então, só mesmo Inácio está atendendo aos doentes no momento.
Agora os senhores é que são os responsáveis.

O diretor se afasta e os quatro permanecem juntos, embora Inácio e Paula não tenham conseguido proferir nada um para o outro.

Um dos médicos era de meia-idade, tinha um porte atlético, cabelos um pouco ondulados e castanhos. Era o doutor André; o outro era mais jovem, aparentava uns 26 anos, cabelos bem cortados, lisos e pretos, aparentando ser um recém-formado. Foi ele quem tomou a iniciativa de salientar ao colega.

– Acho que devemos mesmo assumir, o doutor Inácio trabalhou demais e merece descansar.

– É o que eu pretendia ressaltar antes de começarmos. Nós só precisamos que nos informe a situação dos doentes mais graves.

Conte aos seus amigos, porque amanhã tem mais!!!

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